A alavancagem do Atlético é medida pela relação entre a dívida líquida e a receita total do clube, chegando a 3,8 vezes em 2024. Embora isso seja considerado ruim, é uma redução considerável em relação a 2023, quando a relação era de 4,4 vezes. O clube opera no azul, com receita de R$ 607 milhões e despesas de R$ 452 milhões em 2024. Para enfrentar o alto endividamento, o Atlético estruturou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) que captou R$ 90 milhões em sua primeira emissão em meados de dezembro. Com o novo aporte de R$ 500 milhões, o clube espera reduzir ainda mais a dívida de curto prazo e alcançar uma relação dívida e receita em torno de duas vezes para 2025.

O endividamento do Atlético é considerado complexo por causa da grande quantidade de dívidas com prazos diferentes. O novo aporte deve dar fôlego adicional ao caixa do clube, permitindo que ele pague as dívidas em prazos menores. Com isso, o Atlético espera reduzir o custo financeiro de sua operação e ter mais flexibilidade para investir em seus times e infraestrutura. Além disso, a SAF do Atlético pode se tornar um modelo de negócios mais sustentável para outros clubes de futebol no Brasil.

O movimento do Atlético para se tornar uma SAF mais sustentável é notável, pois o clube está buscando reduzir sua dependência dos donos e se tornar mais auto-suficiente financeiramente. Com a injeção de R$ 500 milhões e a estruturação de um FIDC, o Atlético está dando sinais de que está comprometido em melhorar sua saúde financeira e se tornar um clube mais forte e competitivo. Além disso, a transição para uma SAF pode abrir caminhos para a participação de investidores externos e aumentar a visibilidade do clube no mercado de valores mobiliários.

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