O dólar comercial iniciou a quarta-feira com cotação de R$ 5,1847, após uma queda de 1,9% na terça-feira, fechando a R$ 5,1811. A chamada Super Quarta concentra decisões importantes que podem redefinir as expectativas globais no curto prazo, com destaque para o comunicado do Federal Reserve (Fed) e a coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell, além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. Esses eventos podem influenciar a percepção de risco global e impactar mercados financeiros em todo o mundo.
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A expectativa é que o Fed mantenha os juros atuais, mas o mercado está atento à comunicação do Fed, especialmente em relação ao equilíbrio entre a inflação resiliente e os sinais de desaceleração da atividade econômica. Nos Estados Unidos, além da decisão do Fed, o mercado também acompanha as sinalizações políticas do Executivo e seus reflexos sobre a atividade, inflação e juros. A inflação nos EUA permanece uma preocupação, com os preços ao consumidor subindo 2,4% nos últimos 12 meses até agosto, ligeiramente acima da meta de 2% do Fed. Já no Brasil, o foco está na reação dos ativos locais ao ambiente externo, às expectativas para a taxa Selic e à leitura fiscal, com dados e diretrizes que ajudam a calibrar o cenário doméstico para os próximos meses. A taxa Selic atualmente está em 13,25% ao ano e pode ser impactada pela decisão do Copom.
Jerome Powell tende a evitar sinalizações explícitas sobre o próximo corte de juros, reforçando a dependência de dados e a cautela diante das incertezas recentes. O mercado busca nuances no discurso que indiquem maior ou menor tolerância a riscos inflacionários. A inflação nos países desenvolvidos continua a ser uma preocupação, enquanto a desaceleração da atividade econômica** pode levar a mudanças nas políticas monetárias. Os juros japoneses seguem no radar após leilões recentes mostrarem forte demanda por títulos de longo prazo, movimento que ajuda a aliviar pressões na curva e influencia fluxos globais. O cenário econômico mundial está refletindo cautela tática, com investidores ajustando posições antes de eventos binários como as decisões do Fed e do Copom.
No Brasil, os investidores aguardam a decisão do Copom e sua influência na taxa de câmbio**. A reação do mercado à comunicação do Fed e às decisões do Copom pode ser intensa, dado o impacto que essas decisões têm sobre a economia global e a confiança dos investidores. A leitura fiscal do governo e as expectativas para a inflação também são fatores importantes que podem influenciar as decisões de política monetária no país. Com isso, o ambiente econômico mundial permanece incerto, e as decisões de hoje podem ter implicações significativas para os mercados financeiros nas próximas semanas e meses.