O dólar fechou a sessão de sexta-feira em queda de 0,42%, a R$ 5,366, influenciado por vários fatores, incluindo os dados do relatório de emprego nos Estados Unidos e o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Esse movimento contrariou o que era observado no exterior, onde a moeda norte-americana subia ante a maioria das demais divisas. A semana terminou com o dólar caindo 1,06% em relação ao real. O relatório de emprego nos EUA mostrou a criação de 50.000 postos de trabalho em dezembro, abaixo dos 60.000 projetados, mas a taxa de desemprego ficou em 4,4%, menor do que a projeção de 4,5%. Esses números tiveram um impacto inicial de perda de força nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e no dólar, mas, ao longo do dia, a valuta norte-americana retomou força no exterior devido à avaliação de que a taxa de desemprego abaixo do esperado pode reduzir as chances de corte de juros pelo Federal Reserve.

No Brasil, o dólar manteve a tendência de queda, influenciado pela aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que prevê a eliminação progressiva de tarifas sobre as exportações do Mercosul para a UE e vice-versa. Esse acordo tem implicações positivas para a economia brasileira, pois pode ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e melhorar a percepção de integração e previsibilidade do país, contribuindo para uma redução do prêmio de risco cambial no longo prazo e, consequentemente, valorização do real em relação ao dólar. A taxa de desemprego nos EUA, bem como os rendimentos dos títulos do Tesouro, foram fatores importantes na definição do valor do dólar. Além disso, o acordo comercial entre a UE e o Mercosul trouxe uma perspectiva positiva para as exportações brasileiras e pode ter um efeito duradouro na economia do país.

A percepção de especialistas é de que o acordo UE-Mercosul tem um impacto mais estrutural do que tático no valor do dólar, pois favorece as exportações, amplia o acesso a mercados desenvolvidos e melhora a percepção de integração e previsibilidade do Brasil. No curto prazo, o efeito pode ser limitado, mas ainda assim pode haver uma leve melhora na valoração do real. A inflação e os juros também desempenham um papel crucial na determinação do valor do dólar, pois influenciam a atratividade dos investimentos e a confiança dos investidores na economia. A combinação desses fatores pode levar a flutuações no valor do dólar e afetar a economia de forma geral.

Em resumo, o dólar fechou em baixa na sexta-feira, influenciado por uma combinação de fatores, incluindo o relatório de emprego nos EUA e o acordo comercial UE-Mercosul. Esses eventos têm implicações práticas para a economia brasileira, especialmente em relação às exportações e ao acesso a mercados desenvolvidos. A valorização do real em relação ao dólar pode ser um resultado positivo no longo prazo, caso o acordo comercial e outros fatores contribuam para uma redução do prêmio de risco cambial e uma melhora na percepção da economia brasileira.

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