A semana começa com o dólar operando próximo da estabilidade, em torno de R$5,28, refletindo um equilíbrio entre os fatores que influenciam a cotação da moeda. Na sexta-feira passada, o dólar comercial fechou com uma variação de +0,1%, valendo R$5,2899. A expectativa agora se volta para a chamada Super Quarta, quando o Federal Reserve (Fed) e o Comitê de Política Monetária (Copom) tomarão decisões sobre as taxas de juros. A manutenção dos juros é amplamente esperada, e o foco está na comunicação que seguirá a essas decisões.
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No cenário internacional, a discussão sobre a sucessão de Jerome Powell no Fed ganha peso, com Rick Rieder surgindo como o nome favorito. Isso adiciona uma incerteza institucional ao cenário monetário. Além disso, os mercados internacionais operam em modo defensivo antes da reunião do Fed, o que pressiona os futuros de Nova York e as bolsas europeias. Esse movimento de aversão ao risco é reflexo de uma série de fatores, incluindo a possibilidade de paralisação parcial do governo americano, a escalada de tensões políticas nos EUA e alertas do Irã aos EUA, o que mantém o risco geopolítico elevado. Nesse contexto, ativos de proteção, como o ouro e a prata, registram avanços.
No Brasil, além do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), outros dados importantes serão divulgados, como números de trabalho, o que pode influenciar a reação dos ativos financeiros. O Ibovespa renovou máximas, superando os 180 mil pontos e registrando a maior alta semanal desde 2020, o que indica um fluxo externo continuado sendo um fator-chave. A inflação e as taxas de juros seguem como pontos de atenção, tanto no Brasil quanto nos EUA. A comunicação do Fed e do Copom será crucial para entender os próximos passos da política monetária, tanto em termos de taxas de juros quanto em relação ao cenário econômico mais amplo.
A despeito do viés defensivo global, o fundo de índice EWZ, que acompanha o desempenho das ações brasileiras, registrou alta no pré-mercado, indicando continuidade do interesse por ativos brasileiros. Esse interesse pode ser um reflexo dos bons ventos domésticos, que seguem relevantes. A geopolítica e os indicadores econômicos serão fatores importantes a serem monitorados ao longo da semana, podendo influenciar a cotação do dólar e o desempenho dos ativos financeiros brasileiros e internacionais.