A inflação anual da zona do euro atingiu 2%, a meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE), em dezembro. Esse dado significa que a política monetária da autoridade europeia deve permanecer estável no curto prazo, após um ciclo prolongado de aperto. A desaceleração dos preços foi refletida principalmente na perda de força em alguns componentes mais sensíveis, como serviços, que apresentaram crescimento mais moderado após meses de aceleração. Além disso, números recentes das duas maiores economias do bloco – Alemanha e França – já haviam indicado inflação abaixo do esperado, contribuindo para o resultado consolidado da zona do euro. Com a inflação alinhada à meta, há crescente percepção de que o BCE manterá sua taxa de depósito em 2%, ao menos no curto prazo.

A inflação é um dos principais indicadores econômicos e refere-se à taxa de aumento dos preços de bens e serviços em uma economia. Em uma economia estável, a inflação é geralmente considerada saudável quando está dentro da meta estabelecida pelo governo ou pela autoridade monetária, que é no caso do BCE, que é de 2%. Já os juros são a taxa de retorno que as instituições financeiras pagam a quem deposita dinheiro em contas de poupança ou juros de depósito. A relação entre inflação e juros é fundamental pois, quanto maior a inflação, maior tende a ser a taxa de juros para controlar essa inflação. No entanto, se a inflação estiver controlada, como agora está nos últimos números da zona do euro, é provável que a taxa de juros remanesça estável, como vem acontecendo. O emprego é outro importante indicador econômico. Se a economia está em expansão e as taxas de juros estão estáveis, é provável que haja criacão de empregos e queda no desemprego.

Os números oficiais divulgados no início de dezembro indicaram que a inflação anual da zona do euro desacelerou para 2%, abaixo dos 2,1% registrados em novembro, e que os preços ao consumidor no bloco subiram 2% na comparação anual. Esse resultado veio em linha com as expectativas do mercado e sinaliza arrefecimento gradual das pressões inflacionárias. A perda de força em alguns componentes mais sensíveis, como serviços, foi um dos principais fatores responsáveis pela desaceleração da inflação. Além disso, números recentes das duas maiores economias do bloco – Alemanha e França – já haviam indicado inflação abaixo do esperado, contribuindo para o resultado consolidado da zona do euro.

A perspectiva de uma política monetária estável no curto prazo pode ter implicações práticas para a economia da zona do euro. Uma política monetária estável pode ajudar a reduzir as incertezas sobre juros e favorecer decisões de investimento mais ancoradas em fundamentos, o que pode ser benéfico para o crescimento econômico. Além disso, uma política monetária estável pode ajudar a reduzir a volatilidade inflacionária, o que é um sinal positivo para as economias.

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