As ações das petroleiras brasileiras fecharam em baixa na B3 nesta segunda-feira, apesar da alta do petróleo após a destituição de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela. Os papéis da Brava registraram as maiores perdas, de 5,76%, enquanto Petrobras teve queda mais fraca, acima de 1%. A PRIO teve desvalorização de 1,46%, e apenas a PetroRecôncavo fechou com leves ganhos de 0,64%. O petróleo Brent fechou com alta de 1,66%, a US$61,76 por barril, e o petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu 1,74%, para US$ 58,32. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com 303 bilhões de barris, e a deposição de Maduro lançou incerteza sobre a produção e investimento no setor petrolífero do país.
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A alta do petróleo pode ser justificada pela incerteza gerada pela mudança de governo na Venezuela, que pode afetar a produção e exportação de petróleo do país. No entanto, as ações das petroleiras brasileiras não acompanharam a alta do petróleo, e fecharam em baixa. Isso pode ser explicado pela falta de exposição das empresas brasileiras ao mercado venezuelano, bem como pela incerteza sobre como a mudança de governo afetará a produção e exportação de petróleo. Além disso, a oferta de petróleo global pode aumentar se um governo apoiado pelos EUA for instalado na Venezuela, o que pode pressionar os preços do petróleo para baixo. O impacto da deposição de Maduro sobre os preços do petróleo é ambíguo no curto prazo, e depende de como a situação se desenrolará nos próximos meses.
A situação na Venezuela pode ter implicações práticas para a economia global, especialmente em termos de inflação e preços. A Venezuela é um importante produtor de petróleo, e a incerteza sobre a produção e exportação pode afetar os preços globais. Além disso, a mudança de governo pode afetar a política monetária do país, e influenciar a economia global. A produção de petróleo da Venezuela caiu significativamente nos últimos anos, de cerca de 3,5 milhões de barris por dia para cerca de 800 mil barris por dia. A Chevron é a única grande petrolífera americana operando na Venezuela, e exportava cerca de 140 mil barris por dia no final do quarto trimestre de 2025.
A longo prazo, a situação na Venezuela pode afetar a oferta de petróleo global, e influenciar os preços. Se a produção de petróleo na Venezuela aumentar, pode pressionar os preços para baixo, e afetar a economia das petroleiras brasileiras. No entanto, se a produção continuar baixa, pode manter os preços altos, e beneficiar as petroleiras. A situação é complexa, e depende de muitos fatores, incluindo a política, a economia e a geopolítica.